Mercedes-Benz Arocs 8x4 chega com preço de R$ 1,1 milhão e teve 200 vendas

Mercedes-Benz Arocs passa ser vendido também no Brasil. O novo caminhão é ideal para uso em operações severas no fora de estrada, como em campos de mineração. Assim a evolução do Actros 4844 tem tração 8x4 e capacidade técnica para até 58 toneladas de peso bruto total (PBT). Além disso, a capacidade máxima de tração (CMT) é de 150 t. O preço sugerido é de R$ 1,1 milhão

No mesmo sentido, o Mercedes-Benz Arocs pode receber básculas com capacidade de 20 m² a 24 m², de acordo com a fabricante. Bem como tem capacidade de carga líquida em torno dos 40 toneladas. Segundo a Mercedes-Benz, antes de lançar o caminhão no Brasil foram feitos testes ao longo de dois anos. Nesse interim, a marca desenvolveu sete tipos de protótipos até chegar à versão que está sendo lançada.

Mercedes-Benz Arocs mira liderança de vendas

Com isso, o Mercedes-Benz Arocs mal chegou e já detém pouco mais de 30% de participação das vendas do segmento no Brasil. Isso porque a expectativa é de sejam emplacados 600 caminhões para operações pesadas no Brasil em 2021. Segundo o vice-presidente de vendas e marketing caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Roberto Leoncini.

De acordo com Leoncini, em 2022 as vendas devem crescer ainda mais. Ele estima emplacamentos de cerca de 1.000 unidades desse tipo de caminhão no ano que vem. Se as previsões se concretizarem, a Mercedes-Benz deve recuperar a liderança do segmento. Antes do Arocs, para as mineradoras a marca alemã oferecia o Actros 4844 com tração 8x4. Porém, o modelo saiu de cena há cerca de dois anos.
 


 

Da planta paulista também sairão os Mercedes-Benz Arocs destinados a exportações. Com isso, a marca pretende atender sobretudo outros países da América Latina em que hajam operações de mineração. Para isso, a fabricante investiu R$ 300 milhões no desenvolvimento do modelo. Esse montante faz parte dos R$ 2,4 bilhões de investimentos que a empresa fará no Brasil até 2022.

Freio retarder gera 900 cv

Diretor de vendas e marketing caminhões da Mercedes-Benz, Ari de Carvalho diz que os Arocs para exportação receberão apenas ajustes relacionadas à legislação de cada país. Seja como for, o novo caminhão foi desenvolvido em parceria com potenciais clientes. Entre eles está a CSN Mineração S.A., segunda maior exportadora de minério de ferro do Brasil.

De acordo com Leoncini, não fazia sentido trazer o caminhão vendido na Alemanha. "As condições do Brasil são mais severas. Por isso optamos por desenvolver o modelo aqui. Portanto, foi possível atender as especificações de nossos clientes?, afirma. Por exemplo, ele cita o pedido para que o Mercedes-Benz Arocs vendido no País tivesse o retarder a óleo.

Trata-se de um sistema auxiliar de freio com acionamento hidráulico que atua em conjunto com a caixa de marchas, o freio motor e o de serviço. Conforme dados da marca, o R115 HV fornecido pela Voith gera cerca de 900 cv de potência de frenagem a 2.300 rpm. Com isso, além de garantir mais segurança o dispositivo requer menos paradas para manutenção.

Motor de 510 cv é igual ao do Actros

O sistema de suspensão do Mercedes-Benz Arocs vendido no Brasil é reforçado. De acordo com a marca, na dianteira há molas parabólicas de quatro lâminas assimétricas. Assim, garante capacidade de carga de 9 toneladas para cada eixo direcional.

E proporciona melhor distribuição de carga, mais conforto e estabilidade. No mesmo sentido, há barras estabilizadoras no primeiro e no segundo eixos. Por sua vez, a suspensão traseira tem molas parabólicas reforçadas com 100 mm de largura.

No Brasil, o Mercedes-Benz Arocs vem com o motor OM 460 LA, o mesmo do Actros. Trata-se de um seis-cilindros em linha de 13 litros que gera 510 cv de potência a 1.800 rpm. O torque de 245 mkgf fica disponível a partir das 1.100 rpm.

Câmbio tem vários modos de condução

O gerenciamento de toda essa força é feito pelo conhecido câmbio automatizado PowerShift G-340 de 12 velocidades. Porém, a transmissão recebeu engrenagens mais largas. Além disso, dispensa anéis sincronizadores. A caixa de terceira geração traz novos recursos eletrônicos. Por exemplo, há auxílio de partida em rampa, que evita que o caminhão volte quando o motorista tira o pé do freio.

Além disso, o Mercedes-Benz Arocs permanece freado sozinho em locais planos e declives. Outro destaque são os modos de condução. Há o econômico, voltado à redução do consumo de diesel. O standard é para condições normais de uso, como em terrenos menos acidentados. O power off-road é para uso severo e em piso com baixa aderência, rampas muito íngremes e com o caminhão carregado.
 


 

A cabine foi feita sob o conceito de célula de sobrevivência. Ampla, tem 1,6 metro de altura e 2,2 m de largura. Como a distância do solo é grande, há um degrau extra. Para garantir conforto ao motorista, o assento tem suspensão pneumática. No mesmo sentido, o cinto de segurança é integrado ao banco e sistema de ar-condicionado é item de série.

Pós-venda ajustado

Para o lançamento do novo Mercedes-Benz Arocs no Brasil, a marca oferece serviços e soluções exclusivos. Dessa forma, haverá peças originais vendidas em pacotes com preços até 15% mais baixos. Da mesma forma, a marca venderá componentes remanufaturados da linha Renov. Essas são até 40% mais em conta. Segundo o diretor de peças e serviços ao cliente da Mercedes-Benz, Silvio Renan.

Segundo o executivo, há ainda o Truck OFF Center. Ou seja, a marca leva as peças e realiza serviços dentro das instalações do cliente. Essa opção é para operações em locais afastados com, por exemplo, mineradoras. A facilidade é válida para frotas com 20 caminhões ou mais. "É ideal para esse tipo de atividade, em que o caminhão não pode parar?, diz Renan.

A fabricante também destaca o uso de óculos de realidade aumentada. Assim, o técnico da concessionária conta com consultoria online diretamente da fábrica. Outra facilidade que já é oferecida pela empresa no Brasil é o Plano de Manutenção BestBasic. No caso do Arocs, o diferencial é o contrato que permite o pagamento apenas do número de horas de utilização do serviço.

Fonte: estadão